sábado, 3 de janeiro de 2009

MONUMENTO NO METRO REPUBLICA de São Paulo para lembrar da MORTE de Edson Neris!

Praça da República, em São Paulo
A estação República do metrô de São Paulo pode ganhar um colorido a mais como forma de lembrar a intolerância de grupos radicais contra a comunidade LGBTI. O Grupo Gay da Bahia (GGB) propôs durante a 1ª Conferência Nacional GLBT uma moção à prefeitura paulistana para a construção de uma pirâmide cor-de-rosa no local onde, em 6 de junho de 2000, o homossexual Edson Neris foi assassinado por uma gangue neonazista. A moção foi aprovada em bloco junto a outras e agora aguarda resposta da prefeitura.

O objetivo do monumento em homenagem a Edson, segundo o presidente do GGB, Luiz Mott, é lembrar da morte de Neris e alertar a população com relação ao crescente número de crimes contra a comunidade LGBTI no Estado de São Paulo como assassinatos e espancamentos. Mott revela que a inspiração para a construção vem de uma já existente pirâmide do tipo instalada em Amsterdã, Holanda, para lembrar os homossexuais presos e torturados durante o regime nazista de Hitler na Segunda Guerra Mundial.

Caso seja aprovada, a construção do monumento, uma pirâmide de mármore cor-de-rosa com a medida de um metro em cada um dos lados da base, será financiada pelo GGB e deve custar cerca de R$ 5 mil, mas o Grupo não dispensa a ajuda financeira do poder público. “Se o Gilberto Kassab quiser ajudar, vamos achar ótimo”, diz Mott. Ele lembra ainda que a Bahia possui esse tipo de mármore raro e não será muito difícil conseguir a matéria-prima para a pirâmide.

O GGB vai lançar, após a aprovação do pedido, um concurso nacional onde vai selecionar as melhores idéias de arquitetos e artistas para a construção do monumento. “Vamos ver qual será a proposta mais segura, estética e comunicativa.” Antes de iniciar o projeto, é preciso ainda identificar o local exato onde Edson foi assassinado e a forma como a pirâmide será sustentada, se diretamente no chão ou por alguma coluna. A pirâmide terá ainda a inscrição “Edson Neris [*1964+6/2/2000]. Massacrado por uma gang de neo-nazistas. Causa Mortis: HOMOFOBIA”.

A escolha da pirâmide como símbolo do protesto mundial contra a homofobia vem da identificação dada pelos nazistas ao homossexuais, um triângulo rosa. Se for aprovada a moção do GGB, a pirâmide promete alterar a vista da Praça da República e lembrar a todos que por ali passam (e não é pouca gente) a intolerância que ainda existe e os perigos aos quais a comunidade LGBTI está exposta enquanto grupos homofóbicos estiverem agindo livremente.

O assassinato do baiano Edson Neris ganhou proporções nacionais e se tornou um dos símbolos da intolerância ainda existente no Brasil. Em 2002, o Grupo Gay da Bahia estampou uma foto dele no livro “Causa Mortis: Homofobia”, lançado para atratar das constantes mortes de homossexuais por mãos homofóbicas.
GGB quer construir monumento no metrô República de São Paulo para lembrar da morte de Edson Neris
Por Hélio Filho do Mix Brasil - www.mixbrasil.com.br


Praça da República, em São Paulo
A estação República do metrô de São Paulo pode ganhar um colorido a mais como forma de lembrar a intolerância de grupos radicais contra a comunidade LGBTI. O Grupo Gay da Bahia (GGB) propôs durante a 1ª Conferência Nacional GLBT uma moção à prefeitura paulistana para a construção de uma pirâmide cor-de-rosa no local onde, em 6 de junho de 2000, o homossexual Edson Neris foi assassinado por uma gangue neonazista. A moção foi aprovada em bloco junto a outras e agora aguarda resposta da prefeitura.

O objetivo do monumento em homenagem a Edson, segundo o presidente do GGB, Luiz Mott, é lembrar da morte de Neris e alertar a população com relação ao crescente número de crimes contra a comunidade LGBTI no Estado de São Paulo como assassinatos e espancamentos. Mott revela que a inspiração para a construção vem de uma já existente pirâmide do tipo instalada em Amsterdã, Holanda, para lembrar os homossexuais presos e torturados durante o regime nazista de Hitler na Segunda Guerra Mundial.

Caso seja aprovada, a construção do monumento, uma pirâmide de mármore cor-de-rosa com a medida de um metro em cada um dos lados da base, será financiada pelo GGB e deve custar cerca de R$ 5 mil, mas o Grupo não dispensa a ajuda financeira do poder público. “Se o Gilberto Kassab quiser ajudar, vamos achar ótimo”, diz Mott. Ele lembra ainda que a Bahia possui esse tipo de mármore raro e não será muito difícil conseguir a matéria-prima para a pirâmide.

O GGB vai lançar, após a aprovação do pedido, um concurso nacional onde vai selecionar as melhores idéias de arquitetos e artistas para a construção do monumento. “Vamos ver qual será a proposta mais segura, estética e comunicativa.” Antes de iniciar o projeto, é preciso ainda identificar o local exato onde Edson foi assassinado e a forma como a pirâmide será sustentada, se diretamente no chão ou por alguma coluna. A pirâmide terá ainda a inscrição “Edson Neris [*1964+6/2/2000]. Massacrado por uma gang de neo-nazistas. Causa Mortis: HOMOFOBIA”.

A escolha da pirâmide como símbolo do protesto mundial contra a homofobia vem da identificação dada pelos nazistas ao homossexuais, um triângulo rosa. Se for aprovada a moção do GGB, a pirâmide promete alterar a vista da Praça da República e lembrar a todos que por ali passam (e não é pouca gente) a intolerância que ainda existe e os perigos aos quais a comunidade LGBTI está exposta enquanto grupos homofóbicos estiverem agindo livremente.

O assassinato do baiano Edson Neris ganhou proporções nacionais e se tornou um dos símbolos da intolerância ainda existente no Brasil. Em 2002, o Grupo Gay da Bahia estampou uma foto dele no livro “Causa Mortis: Homofobia”, lançado para atratar das constantes mortes de homossexuais por mãos homofóbicas.

Por Hélio Filho do Mix Brasil
extraido de: www.mixbrasil.com.br

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